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A família de Jesus

“Falava ainda Jesus à multidão quando sua mãe e seus irmãos chegaram do lado de fora, querendo falar com ele. Alguém lhe disse: ‘Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo’. ‘Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?’, perguntou ele. E, estendendo a mão para os discípulos, disse: ‘Aqui estão minha mãe e meus irmãos! Pois quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe’.” Mateus 12.46-50 (NVI)

A primeira vez que li este texto fiquei me perguntando “Por que Jesus estava desprezando sua família?”, “Por que ele não se levantou e foi atender seus familiares?”, mas depois, lendo esses versículos, percebi que Cristo não desprezou sua família, ao contrário, ele incluiu os discípulos na sua família. A Bíblia não fala, mas acredito que depois de dizer isso Jesus se levantou e foi até onde sua mãe e seus irmãos estavam, os abraçou e conversou com eles.

Em João 19.26,27, quando Jesus diz a João que Maria agora era sua mãe e a Maria que João agora era seu filho, fica claro que Ele se importava com sua mãe e como ela ficaria após a sua morte.

Em 1 Timóteo 5.8 diz: “Se alguém não cuida de seus parentes, e especialmente dos da sua própria família, negou a fé e é pior que um descrente.” (NVI). Jesus é perfeito, portanto ele não rejeitou nem desprezou sua família.

Mas o ponto onde quero chegar, no texto inicial (Mateus 12.46-50), é que Jesus inclui em sua família os seus discípulos, eles não eram só conhecidos, mas passaram a ser da sua família. Como consequência disso, eles tinham toda liberdade que uma família tem.

E isso não parou quando Jesus morreu, ressuscitou e subiu para junto do Pai, vemos nos evangelhos que após a morte e ressurreição de Cristo eles se mantiveram juntos (Marcos 16.14/João 20.19,26/João 21.2). Logo depois da ascensão de Jesus aos céus, eles permaneceram juntos (Atos 1.13,14), estavam juntos no dia de Pentecoste quando o Espírito desceu sobre eles (Atos 2.1) e continuaram assim a medida que novos membros entravam na família (Atos 2.44). Quando a Igreja se dispersou por causa da perseguição (Atos 8.1-4) por onde quer que fossem, pregavam a Palavra e assim, acrescentavam novos membros à família.

Os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade.

Atos 2.44,45 (NVI)

Há um tempo perguntei a Deus o que seria necessário para que eu visse o texto acima se realizando nos dias de hoje, e é isso que vou tentar responder aqui, através da Palavra.

No final do nosso texto base (Mateus 12.46-50) Jesus fala: “Pois quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe.”, portanto qualquer que fizer a vontade de Deus, e isto não é apenas conhecer a Palavra mas praticá-la (Lucas 8.21), é incluído na família de Cristo. Isto significa que, se você e eu ouvimos e praticamos a Palavra de Deus fazemos parte da família de Jesus. Mas, se não olharmos isto com a Palavra sendo nossa luz, entenderemos como religião, isto é, o homem tentando se aproximar de Deus através do fazer algo. 

Em João 14.21(a) Jesus falou: “Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama.” (NVI) e em João 14.23(a) “Respondeu Jesus: Se alguém me ama, obedecerá à minha palavra.” (NVI). Assim, conseguimos ter e obedecer aos mandamentos de Jesus, se o amamos. Portanto, fazendo uma implicação lógica temos: Amar Jesus implica que teremos e obedeceremos a seus mandamentos, ter e obedecer aos mandamentos de Cristo implica que faremos parte da sua família (Mateus 12.50). Logo, amar Jesus implica que faremos parte da sua família. 

Assim, a resposta para a pergunta: “O que é necessário para termos a união e a comunhão dos irmãos da Igreja Primitiva nos dias de hoje?” é: AMAR JESUS.

Consequentemente amaremos nossos irmãos (aqueles que fazem parte da família de Jesus), os aceitaremos com suas particularidades, choraremos juntos, sorriremos juntos, nos ajudaremos nos momentos de dificuldades, comeremos juntos, oraremos juntos, procuraremos o crescimento uns dos outros, enfim, seremos uma família. E isso nos levará a ser verdadeiras testemunhas, pois estaremos pregando aquilo que vivemos. Amaremos nosso próximo e desejaremos que aqueles que ainda não fazem parte da nossa família, façam parte e desfrutem da verdadeira comunhão.

Que o nosso maior desejo seja conhecer Jesus! Só uma pequena revelação do Seu amor fará com que nossos joelhos se dobrem em completa adoração Àquele que escolheu tomar o nosso lugar e pagar nossa dívida.

Esta mensagem é dedicada aos meus irmãos que, através das suas palavras e atitudes, me mostraram que é possível viver a comunhão da Igreja Primitiva.

Joyce

2 comentários a “A família de Jesus”

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