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Mestre – Pai – Chefe

“Mas vocês não devem ser chamados mestres; um só é o Mestre de vocês, e todos vocês são irmãos. A ninguém na terra chamem ‘pai’, porque vocês só tem um Pai, aquele que está nos céus. Tampouco vocês devem devem ser chamados ‘chefes’, porquanto vocês tem um só Chefe, o Cristo.” Mateus 23.8-10 (NVI)

Neste texto destacamos três características de Deus: Mestre, Pai e Chefe. Segundo o dicionário Michaelis o significado desses três nomes é:

Mestre: O mesmo que professor; que está em posição superior; diz-se do que comanda; exímio, perito; principal; extraordinário, grande, considerável.

Pai: Homem que gerou um ou mais filhos; benfeitor, protetor; criador, fundador.

Chefe: Indivíduo que, entre outros, tem a autoridade ou a direção. 

Em João 14.26 Jesus disse que o Espírito Santo nos ensinaria todas as coisas e nos faria lembrar tudo o que Ele tinha dito. Ou seja, o Espírito Santo é o nosso Mestre – nosso professor.

Encontramos em João 1.12 que aos que recebem Jesus, aos que creem em Seu nome, foi dado o direito de serem filhos de Deus. Isto é, Deus é nosso Pai – nosso benfeitor, nosso protetor.

Já em Efésios 1.20-23 vemos que todo governo e autoridade, poder e domínio, e todo nome que se possa mencionar estão muito abaixo de Cristo. Deus colocou todas as coisas debaixo de Seus pés e o designou cabeça de todas as coisas para a igreja, que é o Seu corpo. Assim, Cristo é nosso Chefe – tem toda a autoridade e direção.

Depois de saber que seu Deus é seu Mestre, seu Pai e seu Chefe, tem como duvidar que você vencerá este mundo? (1 João 5.5)

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A família de Jesus

“Falava ainda Jesus à multidão quando sua mãe e seus irmãos chegaram do lado de fora, querendo falar com ele. Alguém lhe disse: ‘Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo’. ‘Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?’, perguntou ele. E, estendendo a mão para os discípulos, disse: ‘Aqui estão minha mãe e meus irmãos! Pois quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe’.” Mateus 12.46-50 (NVI)

A primeira vez que li este texto fiquei me perguntando “Por que Jesus estava desprezando sua família?”, “Por que ele não se levantou e foi atender seus familiares?”, mas depois, lendo esses versículos, percebi que Cristo não desprezou sua família, ao contrário, ele incluiu os discípulos na sua família. A Bíblia não fala, mas acredito que depois de dizer isso Jesus se levantou e foi até onde sua mãe e seus irmãos estavam, os abraçou e conversou com eles.

Em João 19.26,27, quando Jesus diz a João que Maria agora era sua mãe e a Maria que João agora era seu filho, fica claro que Ele se importava com sua mãe e como ela ficaria após a sua morte.

Em 1 Timóteo 5.8 diz: “Se alguém não cuida de seus parentes, e especialmente dos da sua própria família, negou a fé e é pior que um descrente.” (NVI). Jesus é perfeito, portanto ele não rejeitou nem desprezou sua família.

Mas o ponto onde quero chegar, no texto inicial (Mateus 12.46-50), é que Jesus inclui em sua família os seus discípulos, eles não eram só conhecidos, mas passaram a ser da sua família. Como consequência disso, eles tinham toda liberdade que uma família tem.

E isso não parou quando Jesus morreu, ressuscitou e subiu para junto do Pai, vemos nos evangelhos que após a morte e ressurreição de Cristo eles se mantiveram juntos (Marcos 16.14/João 20.19,26/João 21.2). Logo depois da ascensão de Jesus aos céus, eles permaneceram juntos (Atos 1.13,14), estavam juntos no dia de Pentecoste quando o Espírito desceu sobre eles (Atos 2.1) e continuaram assim a medida que novos membros entravam na família (Atos 2.44). Quando a Igreja se dispersou por causa da perseguição (Atos 8.1-4) por onde quer que fossem, pregavam a Palavra e assim, acrescentavam novos membros à família.

Os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade.

Atos 2.44,45 (NVI)

Há um tempo perguntei a Deus o que seria necessário para que eu visse o texto acima se realizando nos dias de hoje, e é isso que vou tentar responder aqui, através da Palavra.

No final do nosso texto base (Mateus 12.46-50) Jesus fala: “Pois quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe.”, portanto qualquer que fizer a vontade de Deus, e isto não é apenas conhecer a Palavra mas praticá-la (Lucas 8.21), é incluído na família de Cristo. Isto significa que, se você e eu ouvimos e praticamos a Palavra de Deus fazemos parte da família de Jesus. Mas, se não olharmos isto com a Palavra sendo nossa luz, entenderemos como religião, isto é, o homem tentando se aproximar de Deus através do fazer algo. 

Em João 14.21(a) Jesus falou: “Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama.” (NVI) e em João 14.23(a) “Respondeu Jesus: Se alguém me ama, obedecerá à minha palavra.” (NVI). Assim, conseguimos ter e obedecer aos mandamentos de Jesus, se o amamos. Portanto, fazendo uma implicação lógica temos: Amar Jesus implica que teremos e obedeceremos a seus mandamentos, ter e obedecer aos mandamentos de Cristo implica que faremos parte da sua família (Mateus 12.50). Logo, amar Jesus implica que faremos parte da sua família. 

Assim, a resposta para a pergunta: “O que é necessário para termos a união e a comunhão dos irmãos da Igreja Primitiva nos dias de hoje?” é: AMAR JESUS.

Consequentemente amaremos nossos irmãos (aqueles que fazem parte da família de Jesus), os aceitaremos com suas particularidades, choraremos juntos, sorriremos juntos, nos ajudaremos nos momentos de dificuldades, comeremos juntos, oraremos juntos, procuraremos o crescimento uns dos outros, enfim, seremos uma família. E isso nos levará a ser verdadeiras testemunhas, pois estaremos pregando aquilo que vivemos. Amaremos nosso próximo e desejaremos que aqueles que ainda não fazem parte da nossa família, façam parte e desfrutem da verdadeira comunhão.

Que o nosso maior desejo seja conhecer Jesus! Só uma pequena revelação do Seu amor fará com que nossos joelhos se dobrem em completa adoração Àquele que escolheu tomar o nosso lugar e pagar nossa dívida.

Esta mensagem é dedicada aos meus irmãos que, através das suas palavras e atitudes, me mostraram que é possível viver a comunhão da Igreja Primitiva.

Joyce

Mais que vencedores em meio a tentação

No texto de Mateus 4.1-11, cita que antes de Jesus ter sido levado para o deserto Ele tinha acabado de ser batizado.

Entendemos que o batismo é a nossa afirmação que aceitamos Cristo como nosso único e suficiente Salvador e que estamos entregando nossa vida a Ele, isto é, significa que estamos arrependidos dos nossos pecados e fazemos uma aliança com Cristo de nova vida.

Após o batismo de Jesus nas águas a Escritura Sagrada afirma que o Espírito levou Jesus ao deserto para ser tentado.

Pare um pouco e pense o que é o deserto para você… Deserto é um lugar difícil, de provas, e Jesus passou por ele logo após ser batizado.

Hoje ouvimos muitas pessoas dizerem que ao aceitar Jesus sua vida nunca mais será a mesma, que tudo será lindo e maravilhoso, realmente sua vida nunca mais será a mesma, mas você será provado, passará pelo deserto. Você será tentado, humilhado, envergonhado, mas tudo isto será para que você produza perseverança (Romanos 5.3: “(…) também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança”). As tribulações não terão grande importância na sua vida porque o amor e a fidelidade que terás em Cristo será maior que todas essas coisas, isso sim é a grande diferença em sua vida!

Deus sabia que Jesus seria fiel a sua palavra em meio a provação, mas Ele quer nos mostrar que em meio as lutas nenhuma teologia ou religiosidade baseada fora da Bíblia Sagrada nos livra das tentações.

Tudo o que o diabo oferecia a Cristo e todas as dúvidas e alterações que ele colocava em evidência para que Cristo caísse era desfeita através da Escritura Sagrada.

Então, meu irmão, em Mateus 4.1-11, Cristo me deu o entendimento que a nossa vida aqui não será nada fácil, passaremos por provações, seremos tentados… Mas se estivermos firmados na Palavra de Deus (Bíblia), em comunhão e intimidade com Ele, iremos saber com agir e reagir em meio a todo tipo de situações, porque EM CRISTO SOMOS MAIS QUE VENCEDORES!!!

Priscila Pereirapriscila

Discípula de Cristo

priscilaprill@hotmail.com

Gênesis no Deserto

Mateus 3.

Queridos,

Mais uma vez estou aqui para compartilhar do que Deus tem se revelado a mim através da sua palavra no livro de Mateus, desta vez no capitulo 3.

Naqueles dias surgiu João Batista, pregando no deserto da Judéia. Ele dizia: “Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo”.

Mateus 3.1,2 (NVI)

Quando li os dois primeiros versículos, já pedi a Deus que me trouxesse uma revelação a respeito do porque João foi para o deserto para anunciar a vinda do reino dos céus. Sinceramente, quem iria para um deserto para anunciar a vinda de um reino?

Nos dias de João Batista se ele quisesse alcançar o maior numero de pessoas, ele deveria ir às sinagogas aos sábados, pois era onde havia a maior concentração de pessoas e onde muitos poderiam ser atraídos para este reino, assim como Jesus fez e também seus discípulos após Ele.

Mas na verdade o que o Senhor queria mostrar neste momento era algo diferente, Ele queria não só a apresentação do seu reino ao povo, mas queria também trazer um ensinamento.

Deserto é um lugar onde não há absolutamente nada, é sinônimo de morte. As pessoas querem distância deste local, então só vai para um deserto quem realmente tem um interesse ou uma necessidade muito grande de estar nele. Deus está ensinando que as pessoas deveriam tomar uma atitude de vencer seu comodismo, a boa vida. Na verdade o Senhor quer pessoas realmente interessadas e compromissadas com o seu reino, que são capazes de deixar tudo e até se preciso for ir a um deserto para saber como ingressar em seu reino.

O deserto tem um significado muito grande na vida dos israelitas, foi no deserto após a saída do Egito, que o povo judeu experimentou de forma maravilhosa sete milagres diários durante 40 anos. Eles estavam sendo guiados por Deus para um novo reino, Deus em sua infinita sabedoria traça um paralelo aqui com a saída do Egito.

É como se Ele estivesse dizendo, venham para o deserto, pois assim como eu guiei aquele povo para terra prometida eu guiarei vocês também para o meu reino e durante o período em que permanecerem no deserto, eu cuidarei de vocês.

O Senhor me lembrou dos milagres no deserto. Deus os alimentou com maná e codornizes, deu-lhes água da rocha, mostrou-lhes o caminho com a nuvem e a coluna de fogo (que os protegia do sol durante o dia e os iluminava e aquecia durante a noite) e as suas vestimentas não se gastavam. E estes milagres foram os diários, fora tantos outros que Ele fez na caminhada.

Deus também está ensinando que para iniciar no seu reino tudo tem que começar do zero, como disse anteriormente o deserto é lugar onde não existe nada, tudo tem que se fazer novo para fazer parte do seu reino.

E aqui existe um paralelo maravilhoso para as nossas vidas que nos leva novamente ao antigo testamento.

Gn 1:2a. A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo

Em outras palavras, a terra estava um deserto, mas algo maravilhoso acontece.

Gn 1:2b-5. e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas. Disse Deus: Haja luz; e houve luz. E viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas. Chamou Deus à luz Dia e às trevas, Noite. Houve tarde e manhã, o primeiro dia.

Amados, neste trecho em que diz que o Espirito de Deus pairava por sobre as águas, tem o mesmo sentido de dizer na língua original como se fosse uma ave sobrevoando um local. Isto me lembrou o final do capitulo 3 de Lucas, onde vemos toda a representação de Gênesis.

Mt 3:16,17. Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”.

O Espírito de Deus vindo em forma de Pomba pairando sobre Jesus, as águas do batismo e Deus proclamando: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”, ou em outras palavras, “Eis ai a luz, eis a oportunidade para nós fazermos tudo novo para termos um novo gênesis nas nossas vidas”.

Deus mostra claramente para toda a humanidade a oportunidade de recomeçar, mostra quem é o caminho para isto, o seu filho amado em quem Ele se alegra, Jesus é a luz para iluminar por completo as nossas vidas e nos dá a oportunidade de viver como se fosse o primeiro dia de nossas vidas.

E não poderia deixar dizer que a partir deste ponto passa a ser uma responsabilidade nossa, levar esta oportunidade de uma nova vida a todos quantos forem possíveis.

Graça e Paz a todos.

Marcio Alexsander marcio

Discípulo de Jesus

maccosta@oi.com.br

Nas “pequenas” e “grandes” coisas

“Visto que vocês não podem sequer fazer uma coisa tão pequena, por que se preocupar com o restante?” Lucas 12.26

Tenho certeza que muitos de nós tem se preocupado com esse “restante”, ou seja, ser usado por Deus, se tornar um grande pregador da palavra um excelente ministro de louvor e por ai vai. Mas estamos nós esquecendo que para sermos grandes em Deus, precisamos fazer as coisas “pequenas”.

Deus nós confia as coisas pequenas para nos preparar para coisas grandes. Foi assim com Davi, até ele matar golias, Deus fez com que ele matasse um urso e um leão. Mas, infelizmente, estamos deixando de fazer as coisas pequenas justamente porque julgamos tão pequenas aos nossos olhos, mas pra Deus é uma grande coisas.

Vou citar duas coisas entre tantas que nós julgamos ser “pequenas”, mas que fazem toda diferença, consolidar e discipular. Consolidar é algo tão “pequeno”, mas que nós teimamos em não fazer, não queremos perder o nosso “precioso tempo”. E consolidar é importantíssimo, porque apresentamos ao irmão que se converteu ou que se reconciliou com Deus, a igreja no qual ele faz parte agora, e que não basta apenas aceitar a Jesus mas que é preciso ele caminhar com Cristo.

Uma vez na célula uma irmã me questionou. “A nossa célula não cresce e tal…”, ai eu respondi: “Ela não cresce porque não estamos fazendo a nossa parte, que é consolidar.”. Fica a dica ai, irmãos, vamos CONSOLIDAR!

Agora já com relação ao discipulado, vamos meditar um pouquinho. Em nossas orações nós pedimos a Deus que ele alcance a nossa família, que todos conheçam a Jesus, mas pensa comigo, e se não tiver alguém para os discipular? Com certeza eles não iram se firmar na caminhada, digo isso porque tenho ouvido da maioria dos que se desviaram do Caminho que o motivo que os levaram a saírem, foi porque não tiveram um acompanhamento, ou seja, um discipulador. Agora vamos pra Bíblia, nela está escrito: “(…) O que o homem semear, isso também colherá.” Gálatas 6.7, também está escrito: “Como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles.” Lucas 6.31, ou seja, estamos vivendo debaixo da lei da semeadura, então se cuidarmos de alguém, com certeza Deus irá levantar pessoas para cuidar dos membros da nossa família.

Sendo sincero irmãos, acho que estamos com medo de assumir um discipulado, porque como discipuladores nós temos que dar o exemplo, porque discipular nada mais é do viver aquilo que você prega, servindo de referência. E se nós não dermos o exemplo, ao olharmos para o espelho veremos um reflexo de discípulo, mas quando os nossos discipulados olharem pra nós eles verão a imagem de fariseu. Está na hora de pararmos de viver de reflexo e começarmos a viver a imagem de Cristo.

Só para finalizar, uma outra coisa que tem impedido as pessoas de discipular é porque nós achamos que faremos isso com a força do nosso braço e do nosso intelecto quando, na verdade, temos apenas que nos tornar dependentes do Espirito Santo. Certo dia Denise (minha noiva) foi evangelizar lá no parque municipal, aí ela ligou para uma pessoa que iria com ela e essa pessoa disse: “Eu não sei evangelizar.”, ao ouvir a Denise me relatando isso, Deus me disse assim: “É assim que eu quero você, meu filho”. Aí respondi: “Como assim Papai, sem saber evangelizar?”, então eles respondeu: “Não, meu filho! Quero você dependente de mim, porque quando você diz que não é capaz de fazer algo, você se torna depende de alguém, nesse caso, dependente do Espírito Santo de Deus!”.

Que eu e você possamos estar sempre nessa dependência de Deus, quer seja nas coisas “pequenas”, e principalmente, nas coisas “grandes” que Deus tem para nossas vida, amém!

Deus te abençoe grandemente e que essa palavra faça você refletir a respeito de consolidar e discipular.

wallysson

Wallysson Cristiano

Discípulo de Jesus

tililim.bh@hotmail.com

Morra diariamente!

“Jesus dizia a todos: ‘Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, TOME DIARIAMENTE A SUA CRUZ e siga-me.’ ” Lucas 9. 23

Cruz é sinal de morte. Imagine a cena, igual nos filmes, você carregando uma cruz pelas ruas da sua cidade. Você entra no ônibus ou no carro com sua cruz nos ombros, vai para o trabalho carregando ela, sai para almoçar e a cruz está lá, volta para casa e a cruz continua nos seus ombros. Parece assustador, não é? No mínimo você deve sentir cansaço e um peso ao pensar nisso.

O que, normalmente, a gente não pensa é quem está debaixo da cruz, quem a carrega. Porque uma coisa é certa, se você está carregando uma cruz é porque você está condenado a morte… Mais assustador, não é?

Mas, não se preocupe! “(…) agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1).

Ah, então quer dizer que não preciso mais carregar a cruz? Errado!”(…) se vocês viverem de acordo com a carne, morrerão; mas, se PELO ESPÍRITO fizerem morrer os atos do corpo, viverão”(Rm 8.13).

Diariamente, pelo Espírito, devemos carregar nossa cruz e fazer os atos do nosso corpo morrer. Se isso não fosse tão importante, Paulo não teria dito em 1 Coríntios 9.27: “Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado.”

Não é sem motivo que Jesus falou que devemos carregar a nossa cruz. Diariamente devemos matar nossa carne amando nossos inimigos, fazendo o bem aos que nos odeiam, abençoando os que nos amaldiçoam e orando por aqueles que nos maltratam (Lc 6.27, 28), não julgando o próximo (Lc 6.41), não sendo orgulhoso (Lc 9.46), cuidando do que vê (Lc 11.34), ajudando aos outros a carregarem seus fardos (Lc 11.46), ensinando com paciência (Lc 11.52), não sendo gananciosos (Lc 12.15), e tudo aquilo que o Espírito te mostrar que deve morrer.

“(…) ‘Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, TOME DIARIAMENTE A SUA CRUZ e siga-me.’ ” Lucas 9. 23

TESTEMUNHO

Hoje apresentaremos um testemunho da nossa querida Ana Paula Campos. “(…) Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça” Lucas 14.34

“Reunindo os Doze, Jesus deu-lhes poder e autoridade para expulsar todos os demônios e curar doenças, e os enviou a pregar o Reino de Deus e a curar os enfermos.” Lc 9. 1, 2

“Depois disso o Senhor designou outros setenta e dois e os enviou dois a dois, adiante dele, a todas as cidades e lugares para onde ele estava prestes a ir. E lhes disse: ‘A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. (…)’ ” Lc 10. 1, 2

“Queridos,

Não poderia deixar de compartilhar com vocês acerca da oportunidade tão especial que o Senhor me concedeu no dia de ontem.

Estamos fazendo o curso de treinamento na IBL, e como o módulo inicial trata-se de evangelismo, alguns trabalhos avaliativos se refere à própria prática do evangelismo.

Confesso que esses trabalhos se tornaram um desafio pra mim.

Apesar de tantos anos na presença do Senhor, fazer evangelismo não era uma constância em minha vida. Sempre “arrumava” desculpas para mim mesma: as pessoas pouco se interessam, não sei como iniciar a conversa, não tenho esse dom….

Entretanto tinha que fazer, era requisito para avaliação, caso contrário seria reprovada.

Pois bem, na tarde da quarta-feira me organizei para tal. Precisava ir ao Centro da cidade e decidi que aproveitaria todas as “brechas” pra falar de Jesus.

Contudo, não aconteceu. Fiquei constrangida no ponto de ônibus, na fila do xerox, e voltei pra casa frustrada.

Ao chegar, meu esposo me encorajou e disse que na tarde seguinte me acompanharia e sairíamos exclusivamente para cumprir este propósito.

Decidimos ir então, em uma praça próxima à rodoviária. Nesta praça há uma grande concentração de moradores de rua, usuários de drogas e prostitutas.

Organizei minha bolsa com o material do curso, livrinhos do Pr. Marcio e coloquei também um bolinho de chocolate (como costumam pedir dinheiro, preferi dar o bolinho).

Oramos e fomos. Ao chegar, me dirigi rapidamente a uma senhora que estava sentada sozinha.

Apresentei-me a ela, perguntei se ela conhecia o plano de salvação e quando mal comecei a falar do amor de Deus, lá estava a senhora em lágrimas…

Ela disse que não conhecia o plano de salvação e nunca havia feito uma oração de entrega!

Oramos, ela confessou o Senhor Jesus como único e suficiente salvador! E muito quebrantada, disse que acreditava que Ele poderia mudar sua vida.

Antes de concluir minha conversa com a referida senhora, se aproximou de nós uma adolescente, de 13 anos. Foi até engraçado… Ela perguntou se éramos da igreja e disse que queria uma oração.

Essa jovem não teve nenhuma dificuldade em expor sua vida a um estranho.

Parecia que tinha uma enorme necessidade em falar. Disse que estava envolvida com drogas, roubava, estava fora de casa e apanhava do namorado. Estava perdida…  Relatou que sabia o que era o certo, já havia até aceitado a Jesus, mas estava sem forças e fora de Seus caminhos.

Conversamos bastante. Disse a ela que o Senhor estava a dando uma nova oportunidade, como se fosse uma folha em branco, para que uma nova história fosse escrita em sua vida. Oramos também. Ela se reconciliou com o Senhor Jesus e disse que tentaria fazer boas escolhas.

Encontramos as mais diversas pessoas…  Aquelas que nos ouviram, mas disseram não estarem preparadas para aceitar a Jesus, aquelas que não queriam muita conversa e aquelas que pediram apenas uma oração.

Mas também houve aquelas que disseram SIM… Sim a Jesus!

E como foi maravilhoso ouvir! Que alegria!

Como valeu a pena e foi tão mais fácil do que imaginei…

Para finalizar queridos, com este relato, quero encorajar você que tem dificuldades em pregar o evangelho a ter uma postura diferente da que eu tinha antes.

Ao contrário do que pensava, há pessoas receptivas e sedentas em ouvir do amor de Deus.

Assim como aquela jovem foi até nós, o mundo também está gritando por socorro! Muitos estão desesperados, e não sabem onde encontrar ajuda!

Mas nós sabemos. Sabemos quem é o remédio para o mundo! E podemos apresentá-lo a essas pessoas.

O evangelho é simples irmãos, a obra é do Espírito Santo, a nós cabe apenas o papel de instrumentos nas mãos do Senhor!

Fica o convite para o próximo evangelismo….

Que Deus abençoe sua vida!

Ana”